
Oi, Gente!
Aqui no meu blog eu falo de tudo. Uso esta página como um diário, onde eu escrevo o que me der na telha.
Hoje deixarei meu fake um pouco de lado, e falarei um pouco sobre minha vida real.
Não sou diabética, mas familiares e a pessoa que mais amo nesta vida, sofrem com esta doença.
Eu acredito que seria interessante se todos entendessem um pouco do assunto, mesmo não sendo diabético.
Meu único filho, de 6 anos, é portador de Diabetes Tipo 1, e faz parte desses 5% a 6% da população dependente de insulina. Às vezes eu paro pra pensar, e por mais que eu tente, não consigo me conformar.
Mesmo com tantas pessoas ao meu redor dizendo: Deus sabe o que faz...
Eu preferia que fosse comigo. Daria tudo pra trocar de lugar com ele, e não vê-lo sendo furado várias vezes ao dia, ora com hipoglicemia, ora com hiperglicemia, tendo que controlar o tempo inteiro a alimentação.
Acho uma doença terrível, que amedronta e que me faz ter pesadelos todos os dias.
Faz tempo que não sei o que é dormir tranquilamente. É uma vigilância constante. Como é horrível despertar durante a madrugada com o filho tendo uma hipoglicemia... Pense na aflição e angústia que eu sinto, é terrível!
Confesso que mesmo tendo parentes portadores de Diabetes Tipo 2, e minha própria mãe, nunca tinha parado para entender melhor sobre a doença. Então, num certo dia quando meu filho deu entrada no pronto socorro infantil, com a glicemia em 560mg/dl, e foi diagnosticado diabético, é que fui obrigada a entender melhor o assunto. Só entendi a total gravidade do diabetes, quando quase perdi o meu filho... O mundo praticamente desabou sobre minha cabeça e fiquei sem chão.
As pessoas me param e perguntam: “Puxa, tão novinho e já diabético?” “Ele tem DM por causa da avó, né?” E mesmo eu dizendo que o caso do meu filho não tem nada a ver com histórico familiar, muitas pessoas ainda continuam sem entender.
É chato estar em determinados lugares, e as pessoas ficarem me olhando torto, com comentários indiscretos, fazendo perguntas desagradáveis, quando estou aplicando insulina no meu filho. A sociedade ainda é tão desinformada... Eu fico frustrada, querendo proteger meu filho dos comentários e de tantos questionamentos.
O que me ajudou bastante, foram as trocas que tive, pela internet, com mães de crianças portadoras de DM, os conselhos, a ajuda psicológica... Entendi que eu não era a única que passava por este problema. E consegui seguir adiante.
Como estou sempre pesquisando o assunto na internet, lendo relatos de pacientes, experiências, e estudos sobre tratamentos em busca da cura, encontrei um estudo bem legal sobre o Diabetes – Mitos e Verdades – e resolvi compartilhar com vocês.
Quem for diabético, tiver um filho diabético, ou simplesmente, convive com alguém que seja portador de DM, e tiver alguma história pra contar, pode ficar à vontade para deixar um comentário.
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INTRODUÇÃO
O diabetes mellitus é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por níveis aumentados de glicose no sangue (hiperglicemia) resultados dos defeitos na secreção de insulina, ação da insulina ou ambas. Normalmente uma determinada quantidade de glicose circula no sangue. As principais fontes dessa glicose são a absorção do alimento ingerido no trato gastrointestinal e formação da glicose no fígado a partir das substâncias alimentares.
A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas controla os níveis de glicose no sangue regulando a produção e o armazenamento de glicose. No diabetes, as células podem parar totalmente de produzir-la. Isto leva a hiperglicemia. Os efeitos de longo prazo da hiperglicemia contribuem para as complicações macrovasculares (doença da artéria coronária, doença vascular cerebral e doença vascular periférica), complicações microvasculares crônicas (doença renal e ocular) e complicações neuropáticas (doenças dos nervos).
Acredita-se que existam cerca de 5 milhões de diabéticos no Brasil, hoje, sendo que metade não sabe que é portador da doença. 90% dos diabéticos são do tipo II, ou não dependente de insulina, 5% a 6% do tipo I, ou dependente de insulina, 2% do tipo secundário,ou associado a outras doenças e 2% a 3% do tipo gestacional, que é transitório e ocorre durante a gravidez. Entre os 30 e 39 anos de idade 2,6% dos brasileiros são diabéticos, mais ou menos uma em cada 40 pessoas. Entre os 60 e 69 anos, esse número sobe para 17,4% das pessoas, isto é uma pessoa em cada 6 é diabética. Todos os diabéticos do tipo I devem usar insulina. No diabetes tipo II, uma em cada quatro doentes precisa da insulina para controlar a doença.Metade dos novos casos de diabetes do tipo II poderiam ser prevenidos, simplesmente, evitando-se o excesso de peso e outros 30%, com uma atividade física compatível com a idade.
Essa doença é responsável por metade dos casos de amputação de membros, é a principal causa de cegueira adquirida (sem controle, em 15 anos, um quarto dos diabéticos se tornam cegos), e vai levar cerca de um quarto de seus portadores a desenvolver a perda da função dos rins após 15 anos de doença. Além disso, apesar de não se ter dados estatísticos são responsáveis por boa parte das mortes causadas por doenças cardiovasculares. Daí, é possível se avaliar a gravidade do diabetes, e a necessidade de se usar todos os meios disponíveis em seu combate.
Fatores de risco para o diabetes mellitus, o histórico familiar de diabetes, idade maior ou igual de 45 anos, glicemia em jejum prejudicada ou tolerância à glicose prejudicada e previamente identificada e hipertensão.
Como em diversas doenças, os mitos e verdades também cercam o diabetes. Por isso, conhecer bem o problema, praticar atividades físicas, ter uma alimentação saudável - livre de doces e massas - contribuem bastante para uma vida melhor dos pacientes.
Quem quiser ler mais, basta acessar o site: http://www.soartigos.com/artigo/7168/Diabetes-Mellitus/
Beijos,
Cathy.
7 comentários:
Ola..boa tarde...
imagino como deve ser doloroso para vc td essa situação, nao tenho como dizer que ja passei por isso,mas, ja trabalhei em uma grande emergencia e ja vi coisas desse tipo acontecendo, ja vi mts maes como vc desabando, vc é uma guerreira, mt corajosa e forte. A população é totalmente desinformada e preconceituosa com qualquer coisa, espero q seu filho nao passe por situacoes na escola ou em outros locais, para q ele possa crescer com a cabeça no lugar. Continue seguindo com a garra que vc tem e busque apoio nos amigos e familia, acredito q nunca te abandonarao. Belo trabalho o seu de divulgar um pouco sobre a doença, assim vai aumentando a parcela da populacao que conhece algo sobre a doença....
qqr coisa, estamos por aki
Dean.
Oi, Dean!
Obrigada pelo comentário. Eu sou uma manteiga derretida, e esse assunto mexe muito comigo. Hoje, lendo alguns sites sobre diabetes, chorei como uma criança. Quando vejo tudo o que pode acontecer futuramente com meu filho, algumas complicações que podem ocorrer, caso o tratamento não seja seguido à risca, eu me acabo em lágrimas. Ele é o meu AMOR; Tudo o que eu faço na minha vida é pra ele, e por ele, e essa doença surgiu como uma ameaça terrível, querendo destruir a minha alegria. É uma pressão terrível. Emocionalmente, fiquei totalmente desestruturada. Trabalhar é difícil, quando o pensamento está 24h ligado nele. Fico pensando nos horários do HGT, nos horários de aplicação da insulina, nas refeições, se ele está se alimentando nas horas certas e na medida certa... É complicado. Mas, mesmo que meu desejo seja ficar em casa, cuidando dele, infelizmente eu preciso trabalhar.
Eu costumo dizer: Quem tem seus filhos traquinas e saudáveis que levantem as mãos aos céus e agradeçam a Deus, todos os dias!
Não é fácil conviver com essa situação, mas Deus tem me dado forças. Só Ele mesmo, pra me ajudar a seguir nessa caminhada.
Obrigada pelo apoio.
Um grande beijo,
Cathy.
Olá dona Catharine,
Corajosa você é! Ainda estou estupefato com tamanha riqueza de vida e conciência de tantas experiências vividas.
Parabens por serdes quem és, por saberdes ser, por não mentirdes pra ti mesma, por te aceitar... E por ser a Mãe generosa, dedicada e tão repleta de amor. Por ser um exemplo... Mas isto tudo já sabes.
Obrigado pela aula de Diabetes Mellitus, Perdi um irmão por ela... Espero podermos compatilharmos mais por aqui...
Vou ler mais teus depoimentos, confesso que fiquei triste por não ter conhecido o que removeste. Mas o que tem aqui é muito rico e profundo, estou me deliciando.
Nossa... Que surpresa!
Que pena que não se identificou...
Conheço você?
Não sou de ficar divulgando meu blog, mas, independente de quem sejas, estou feliz a visita.
Obrigada pelo elogio, você me deixou deveras sem palavras.
Volte quando quiser, será um prazer imenso ler seus comentários.
Sinto muito pelo seu irmão... Como eu já disse, esta doença é terrível. Minha mãe está completamente cega, devido o Diabetes, e para operar está sendo uma complicação, porque com a glicemia alta, ela não pode passar por um processo cirúrgico.
Há duas semanas atrás, uma amiga minha perdeu a mãe, que tinha a mesma doença. Após sofrer 12 anos numa cama, com as pernas mutiladas, a morte finalmente ceifou sua alma...
Imagina como eu fico, vendo todo esse estrago, causado pelo Diabetes, não é mesmo?
Todo controle e cuidado é pouco...
Mas, é isso aí... Espero que volte mais vezes!
Um efusivo abraço,
Cathy.
ola lindinha, saudades, add meu msn novo acre_medieval@hotmail.com
beijossss
Giu!
Que saudade! Faz tanto tempo que não falo contigo!!
Vou te add.
Te amooOOO!
Beijos.
Bom dia Dona Catharine
Me deixou feliz!
Sua gentileza e irradiante.
Espero aprender com toda essa fortaleza!
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