
Eu não tenho orgulho nenhum em dizer quem eu sou. Eu não quero ser assim.
Não quero ser essa mulher frustrada, que durante o dia sorri, enganada por suas próprias ilusões e à noite, no escuro do quarto, dá vazão às lagrimas de desespero.
É horrível viver assim. É nessas horas, que me entrego aos romances. Passo a madrugada lendo, sonhando acordada, desejando o impossível. Desejando aquele príncipe que um dia vai me salvar, mas eu sei que ele nunca vai aparecer.
Meu sonho – Ter liberdade. Minha completa liberdade.
Quero cursar faculdade, arrumar um emprego, e tornar-me uma mulher totalmente independente.
Quero ser feliz como nunca fui... Conhecer o amor.
Como eu já disse, minha paixão são os romances.
Mas esses dias eu li alguma coisa sobre Sócrates.
Era algo interessante, mas eu não saberia dialogar à respeito.
Sou fraquinha demais, prá escrever ou ter grandes idéias. Costumo dizer, que os médicos nascem com essa mente brilhante.
E escrevem perfeitamente, também.
Eu não sou assim.
Eu queria poder ser útil às pessoas, como os médicos.
Eu queria muito poder, mas não me acho capaz.
Minha insegurança não deixa.
2 comentários:
Maldição, Prisioneira. Você conseguiu me deixar com pena de você. Não que isso mude qualquer coisa entre nós.
ps.: Bonita imagem do velho na bola espelhada.
Olá, Lucio...
Tentei entrar no teu blog, e não consegui!
O que será que houve com você?
Apareça...
"Muito se disse até hoje sobre tudo; pouco se sabe ao certo sobre qualquer coisa. Paira sobre o ar uma névoa de dúvidas e uma chuva de teorias mirabolantes"
Beijos!
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