Desejos Inconfessáveis

Desejos Inconfessáveis
Na vida todos temos um segredo inconfessável, um arrependimento irreversível, um sonho inalcançável e um amor inesquecível.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Amigos Invisíveis


A internet realmente está abrindo as portas do mundo para mim.

Pela primeira vez na minha vida, tenho pessoas que posso chamar de amigos...

Todos eles são especiais pra mim, principalmente, por me aceitaram da forma que sou.

Inconstante, complexa...

Alguns talvez me entendam mais que eu...rs

A cada dia que passa, recebo mais visitas, e eu começo a achar que minha vida pode ser vista como uma novela, para ser acompanhada diariamente...

Mas não é tão simples assim.

Eu nunca sei o que é que vou escrever.

Sinto-me insegura.

O que eu quero falar, eu não consigo.

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas!

É tão silencioso.

É como tentar traduzir o silêncio das emoções mudas.

Eu queria poder ser mais feliz.

Mas eu nem sei o que é a felicidade, no fim das contas.

Por que se já senti isso, foi imaginando alguma coisa, nunca vivenciando...

Mas eu acho que a felicidade não está com as pessoas que têm as melhores coisas.

Eu acho que está com as que sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.

E eu quero acreditar que ela aparece para aqueles que choram.

6 comentários:

Cathy disse...

"sofrer é inútil, acredite, apesar de ser inevitável muitas vezes."

20, você tem o dom de me fazer chorar.
Estou emocionada.
Não consigo expressar o que sinto agora. É tudo tão confuso...
Obrigada...
Só tenho a agradecer por suas belas e sábias palavras.
Estou enfrentando uma fase muito difícil. É como se eu estivesses sozinha, em meio à multidão. Uma dor gritante no peito...
Estou muito sensível estes dias. Não consigo conter minhas emoções.
Não sei se terei coragem de postar nos próximos dias. Falar da minha vida, do meu passado, da minha infelicidade, desilusões e de minhas angústias, é como ficar mexendo numa ferida que nunca sara. Eu só pioro...
Pode vir aqui sempre. Sinta-se à vontade. Pode deixar comentários enormes, que eu vou gostar, com toda certeza..
Estou contente por você ter vindo.
Eu estava esperando ansiosa por sua visita.
Continuarei acompanhando teu blog.

Um forte abraço!

Cathy disse...

20...!
É com lágrimas nos olhos que eu te digo isto.
Apaguei, SEM QUERER, o teu recado!
Eu ia apagar o meu post, e cliquei no seu.
Que droga!
Tão lindo tudo o que vc escreveu pra mim... Eu só faço besteiras!
Me perdoe...
Me perdoe...
Te juro que não fiz por mau...

Espero que você volte, e diga que me desculpa.
Estou tão chateada...

Allan disse...

Nada demais...

Esqueça. E se é desculpas que você quer ouvir, desculpo sim, apesar de não precisar sentir-se culpada, culpa é algo que devemos ter quando fazemos algo conscientemente - e muitas vezes, nem assim mesmo devemos nos sentir culpados. Esqueça, ao menos as palavras já derramaram o sentimento que queria passar para você.

Eu que tenho de agradecer.

"é como ficar mexendo numa ferida que nunca sara"

Sabe, estou lendo Henry Miller, "Plexus":

''E se me for perguntado: - "Aprecisate tua estada na Terra?" - eu responderei: - "Minha vida foi uma longa crucificação encarnada"...Uma ocasião, pensei ter sofrido o que nenhum outro homem sofreu. Por me sentir assim, fiz voto de escrever este livro. Mas muito antes de iniciar o livro, a ferida cicatrizara. Tendo jurado cumprir a promessa, reabri a horrível ferida. Permitam-me outra forma de expressão...Talvez ao abrir a ferida, minha própria ferida, eu fechasse outras feridas, as chagas de outra pessoa. Algo morre, algo refloresce. Sofrer na ignorância é horrível. Sofrer deliberadamente, a fim de compreender a natureza do sofrimento e aboli-lo para sempre, é outra questão inteiramente diversa. O Buda teve um pensamento fixo a vida inteira, como sabemos. Era eliminar o sofrimento humano. Sofrer é desnecessário, mas temos de sofrer antes de sermos capazes de perceber que isto é assim mesmo.''

Sou muito, se não inteiramente, influenciado por Miller. Não acredito que o que eu escreva ou o que eu sinta seja algo que nenhum outro homem já sentiu, por isso mesmo me identifico com alguns, poucos. Não acredito que eu escreva algo próprio, algo somente meu, escrevo pois sinto que tenho de falar da vida, apesar de acreditar que a árvore (da vida) ainda esteja em flor, ainda não posso colher os frutos bons e ruins de minha vida e colocá-los no papel. Se comparo minha vida à de outros sinto que vivi muito, mas que ainda não o suficiente para me expressar de forma completa.
Escreva, fale do que você acredita ser mais importante: você mesma. Isso pode parecer egoísmo, mas veja:

" O egoísmo é o mais belo dos sentimentos imorais, e a imoralidade, o mais belo grau de consciência que se pode alcançar. Consta no dicionário, egoísmo: 'Excessivo amor aos próprios interesses, sem atender aos dos outros...' - equívoco, não se diz egoísta o que não atende aos interesses dos outros, e sim aquele que dá mais valor aos próprios trabalhando para que com eles seja feliz consigo mesmo, e assim, podendo atender aos interesses alheios...O Altruísta é um hipócrita! Quem consegue fazer bem ao próximo sem fazer a si mesmo? Se o altruísta usa como argumento sentir-se bem ajudando o próximo é esse um egoísta tão valoroso quanto os próprios egoístas, e se foge do conceito do seu próprio rótulo, pode esse ser levado a sério então? Ou o altruísta é um mentiroso, ou um egoísta de estimada estirpe."

Retirei dum blog muito bom:
http://gustavogasparalmeida.blogspot.com/

Sua emoção, seu choro, poderia ser minha satisafação, mas não é. Prefiro vê-la encarar isso tudo e tentar cada vez mais - ecreva, fale, chore, perdoe, erre, faça tudo, se entregue até o ponto de dissolução do ser, o ponto em que estamos aliados ao cosmos e a nós mesmos - estar no caos, mas afastado dele, observá-lo de longe, como estar no útero, protegido por algo imaturo e egoísta, como o bebê, quente, protegido. Como uma estrela orbitando em algum ponto longínquo da galáxia, queimando e irradiando em meio ao caos, se tornar o ofuscador da alma, aquele que entende as pequenas coisas do útero para compreender as grandes coisas.
Veja: Ninguém pára para observar o sol durante o dia, irradiando, aquecendo, queimando, destruindo, construindo, dando vida, tirando vidas, mas o observam nos minutos em que ele está no seu fim, o momento em que o dia se une à noite, ele some, e então sentimos falta. Temos de observar que temos muitos sóis, exatamente agora, por aí, o mundo está submerso em luz, mas nossa vida parece estar condicionada pelas trevas, pelo cinza, pela tranquilidade segura do meio-termo. Um dia chega a hora de cada sol se apagar, porque antecipá-los e porque sofrer infinitamente pelo fim de algum deles quando temos tantos outros, ainda em vida, a que não damos atenção?

Sabia que muitas vezes eu dou risadas sozinho no ônibus? Todos me olham como um louco. Mas não consigo me conter - o mesmo ocorre quando estou triste. Mas quando se está feliz é outra história - quando se está triste muitos se unirão a você pois vivemos num mundo onde a maioria são mortos-vivos, como digo, um mundo de fantasmas tristes, e você, ao ser feliz, será considerada louca no meio deles, ainda mais deslocada do que quando sente-se triste.
Vivemos num mundo que chora perpetuamente por mortos que tiveram uma vida triste, mas não nos emcionamos por algo vivo, pelo sol durante todo o percorrer do dia.
Eu poderia dizer muitas frases clichês para me justificar:
"Nada nos torna tão grandes como uma grande dor." e muitas outras...
Mas não acredito nisso, em auto-ajuda, em ajuda alheia, cada ser emite sua essência ao mundo, basta cada um saber recebê-la. O caos está no fato de não darmos atenção a isso, em darmos atenção às pequenas coisas simplórias, à lógica, não aos sentimentos, às contas,mas não a um abraço, ao trânsito, mas não à música que toca no rádio.Como eu disse: somos capazes de fazer metrôs, mas incapazes de impedir que um semelhante se mate sob ele.
Ou como diz um conhecido meu: "estamos vivendo ou apenas existindo?"

Beijos

E não suma!

Lucio Engels disse...

Tentar escrever, e ficar olhando o vazio em forma de folha de papel, ou de tela de word. Em branco. A mão suspensa, os dedos loucos para entrarem em ação, e a inseguraça do "como começar" travando seus atos.

Você precisa se libertar. Você precisa explodir em gozo, um Tesão intelectual frenético que fará você liberar toda a criatividade que você insiste em aprisionar aí, dentro de você.

Não tenha medo.

Mas se prepare para sangrar.

Allan disse...

PS: Pode me chamar de Allan.


Bjos

Cathy disse...

Amiguinhos, eu ia responder a vocês dois, aqui mesmo. Mas eu decidi responder dentro do post "Desabafo".
Escrevi tudo o que estava em meu coração.

Adoro vocês.
Beijos.